Drácula: Uma História de Amor Eterno (2025), de Luc Besson, é uma reconfiguração romântica do mito vampírico em que o horror é deslocado para o interior psíquico do protagonista e o conflito central passa a ser o luto. A intenção produtiva deste filme é vê o Drácula, menos como um predador puramente monstruoso e mais como um sujeito traumatizado que atravessa séculos de angústia. Neste filme, Vlad/Drácula é uma “alma torturada” e um monogâmico radical que desenvolve o Transtorno de Estresse Pós‑Traumático (TEPT) e reativação traumática pela perda violenta do seu grande e eterno amor, Elisabeta. Por causa disso, se recusa a aceitar a finitude da vida, então blasfema e renuncia a Deus e, como castigo divino, é condenado a viver para sempre como "um monstro" até se arrepender do seu pecado. O que por consequência infeliz, também o coloca num luto sem fim (mal elaborado e mal ressignificado). O seu...
Aqui você vai encontrar análises psicológicas e sócio-histórico-culturais de filmes, séries, literaturas e outros assuntos relevantes para a Psicologia.