Drácula: Uma História de Amor Eterno (2025), de Luc Besson, é uma reconfiguração romântica do mito vampírico em que o horror é deslocado para o interior psíquico do protagonista e o conflito central passa a ser o luto. A intenção produtiva deste filme é vê o Drácula, menos como um predador puramente monstruoso e mais como um sujeito traumatizado que atravessa séculos de angústia. Neste filme, Vlad/Drácula é uma “alma torturada” e um monogâmico radical que desenvolve o Transtorno de Estresse Pós‑Traumático (TEPT) e reativação traumática pela perda violenta do seu grande e eterno amor, Elisabeta. Por causa disso, se recusa a aceitar a finitude da vida, então blasfema e renuncia a Deus e, como castigo divino, é condenado a viver para sempre como "um monstro" até se arrepender do seu pecado. O que por consequência infeliz, também o coloca num luto sem fim (mal elaborado e mal ressignificado). O seu...
A animação A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas da Netflix de 2021, é uma crítica contemporânea sobre relações familiares, tecnologia, identidade, trauma relacional, resiliência individual e social. Ela evidencia como o uso excessivo e a dependência de dispositivos tecnológicos podem prejudicar a comunicação interpessoal e criar barreiras emocionais, satirizando a cultura digital, o neoliberalismo das big techs e as tensões geracionais surgidas com a mediação tecnológica. A tecnologia aparece não apenas como uma ferramenta, mas como um elemento que pode isolar e fragmentar vínculos sociais, ao substituir momentos de contato humano por interações digitais superficiais. Que acabam criando conflitos geracionais típicos entre pais mais tradicionais e filhos conectados às novas tecnologias, expondo diferenças de valores, interesses e formas de expressão. O enredo usa a viagem de carro pela estrada e o ...